Aulas de informática contribuem para melhora de concentração e autoestima

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2005 a 2011 o número de brasileiros com mais de 50 anos que acessam a internet aumentou em 222,3%. Esse crescimento se deve não só pelo interesse dos mais velhos em conhecer as novas tecnologias, mas também para exercer simples tarefas como pagar contas e conversar com amigos e familiares.

Devido este grande crescimento, muitas escolas independentes já estão adaptando sua grade curricular para receber esses alunos e oferecer um ensino que corresponda suas expectativas. Segundo Camilo Carvalho, diretor de marketing da Prepara Cursos, os idosos procuram as unidades com o objetivo de manter a mente ativa e se sentir útil, aprendendo uma coisa nova.

“Muitas pessoas chegam e não sabem nem ligar e desligar um computador, mas a gratificação ao final do curso quando um aluno chega emocionado dizendo que ganhou autonomia é o mais importante”, afirma Camilo.

É o caso da aposentada Alicia Meireles, 62 anos, de Alvorada. Alicia procurou a unidade da Prepara para começar o curso “Informática Melhor Idade” no final de 2012 e já colhe os frutos do investimento que fez. “Antes eu só chegava perto do computador para limpá-lo. Não sabia por onde começar a usar e meu neto, de 12 anos, sempre insistia para me ensinar. Relutei um pouco, mas quando apareceu a oportunidade decidi aceitar o desafio”.

Além de proporcionar independência ao idoso, as tecnologias ainda contribuem na reconstituição da autoestima, na possibilidade de fazer novas amizades, e até mesmo em aptidões como concentração, coordenação motora e inteligência. “O contato com programas como Word, Excel, Internet e Power Point proporciona aos idosos a chance de explorar áreas como a criatividade e o raciocínio lógico. O resultado é o melhor possível e eles gostam tanto que até trazem seus amigos para as aulas depois”, finaliza o diretor da Prepara.

“Como tenho problemas de locomoção, não consigo sair de casa sem ajuda e ando com dificuldade até dentro de casa. Com o curso aprendi a utilizar redes sociais e converso com familiares bem distantes pelo Facebook, o que seria impossível sem o computador. Já tenho meu próprio e-mail e o próximo passo será pesquisar receitas na internet. Não poderia me sentir mais feliz e realizada”, afirma a aposentada.

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