Com o novo filme Superman nas telas brasileiras, os empreendedores e empresários podem pensar na história do famoso herói com outros olhos. Afinal, por que ele é um sucesso por tantos anos? E você, o que tem feito para alcançar e se manter no patamar desejado? Qual é a sua kriptonita e quais são os seus superpoderes? O autor do livro “Negociação Total” (18ª edição, Editora Gente), o especialista em negociação e liderança José Augusto Wanderley, aponta três pontos essenciais que todo empresário deve estar atento.

1ª) Por que o Super-Homem é um sucesso?

Você acha que ele é um sucesso porque ele tem superpoderes ou porque ele é um defensor da verdade e da justiça? Não é por isso. Ele é um sucesso porque as pessoas compram a sua história. E para que as pessoas continuassem comprando, o Super-Homem sofreu várias alterações e passou por várias fases. É que mudam os leitores, os espectadores, e mudam os tempos.

Assim, entre outras coisas, o herói já morreu, ressuscitou, ficou azul. E porque o Super-Homem Bill Gates teve sucesso? Por que entrou e saiu de Harvard para se dedicar à informática? Não, foi porque a IBM comprou o MS-DOS. E o MS-DOS já era e tivemos vários tipos de Windows e quando um Windows vai mal, como foi o Vista, são feitas mudanças. Isto vale para todo empreendedor: o sucesso depende dos compradores dos produtos e serviços e o que foi sucesso ontem pode vir a ser um fracasso amanhã. Isso vale para tudo. Uma pessoa, uma empresa, ou seja lá o que for, só terá sucesso se tiver compradores para seus produtos e serviços. Portanto o que vai matar o Super-Homem não será o excesso de kriptonita, que por ventura seu arqui-inimigo Lex Luthor venha a trazer para perto dele. Se o Super-Homem vier a morrer será pelos leitores e expectadores.

2ª) Qual é a sua kriptonita?

Heróis têm pontos fracos. O do Super-Homem é a kriptonita, um material proveniente de sua terra natal que o torna vulnerável e fraco. Aquiles, o herói da mitologia grega também tinha um. E apesar dos seus superpoderes, uma flechada no calcanhar acabou com a sua vida. E o super-herói Zinedine Zidane - jogador de futebol da seleção francesa que, já havia sido eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA em três oportunidades - também tinha um: o seu estado mental e emocional. Zidane foi provocado por um jogador italiano, acabou dando uma cabeçada no jogador adversário e foi expulso do jogo.

Assim, é preciso considerar qualquer situação tendo em vista também o elo mais fraco e o princípio é: “uma corrente é tão forte quanto seu elo mais fraco”. E quando Napoleão Bonaparte invadiu a Rússia, qual foi o elo mais fraco para Napoleão? Não estar preparado para o inverno.  Assim, um empreendedor deve estar atento a todos os elos da corrente da sua empresa e isto significa que é importante ter uma visão sistêmica ou holística.

3ª) Quais são os seus superpoderes?

O Super-Homem consegue resultados por ter uma força fora do comum. E aí surge uma questão básica: o que é ter força fora do comum na era do trabalhador do conhecimento? Há situações nas quais o empreendedor deve se empenhar extremamente para cumprir um trabalho, trabalhar por mais horas, colocar a mão na massa para ajudar a equipe, fazer um sacrifício pessoal, por exemplo. O Super-Homem era de outro planeta e sua força era capaz de mudar o curso de bombas, mover planetas, salvar aviões em queda quando era necessário.

E o que é ter força fora do comum atualmente para um empreendedor? Na essência tem a ver com o que diz Peter Drucker: “o produto final do trabalho de um administrador são decisões e ações”. E é isto que um empreendedor estará fazendo o tempo todo. Estes são os superpoderes, mas para que isto seja feito é fundamental a capacidade de avaliar. Para o megainvestidor Warren Buffet, este foi um dos fatores, senão o principal fator que o levou ao sucesso. E que pontos devem ser considerados por um empreendedor para ter sucesso? A relação insumo-processamento-produto-meio ambiente e de todos os parâmetros envolvidos em cada um destes fatores.

O sucesso, portanto, depende de todos os elos da corrente, mas um empreendedor só vai até onde o elo mais fraco permite ir.

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