De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o número de famílias brasileiras endividadas aumentou em julho, chegando a 65,2%. Diante dessa notícia, muitas pessoas se chocam e encaram de forma negativa. No entanto, estar endividado pode não ser tão ruim assim.

Segundo o franqueado da DSOP Educação Financeira, Edward Claudio Junior, que atua na região do ABC, existem questões que devem ser levadas em conta. “Se o endividamento é consequência de investimentos em educação, especialização profissional ou lazer com viagens programadas, não tem tanto problema, pois são despesas conscientes e que trazem retorno (não somente financeiro). Mas, se as dívidas representam um valor que não poderá ser pago, elas se transformarão em inadimplência, e isso sim é preocupante”.

Edward explica ainda que, para que uma situação problemática não ocorra, são necessárias algumas mudanças de comportamento com relação ao uso do dinheiro e reflexões sobre as compras realizadas. Pergunte-se: “eu preciso mesmo desse produto nesse momento? Terei como pagar esse compromisso em dia?”. Isso, com toda a certeza, evitará alguns gastos supérfluos.

Agora, se você já está endividado e com dificuldades para quitar, o Educador Financeiro DSOP orienta como encarar o problema e livrar-se dele, de maneira racional e sem dar o passo maior do que a perna.

“O primeiro passo deve ser realizar um diagnóstico financeiro da sua vida, com a participação de toda a família. A partir daí, levantar todos os gastos mensais, dos maiores até as pequenas despesas. Ao final de 30 dias deste levantamento será possível, de forma consciente, verificar quais despesas podem ser diminuídas e até cortadas do orçamento, nem que seja apenas por um período de tempo, para voltar ao equilíbrio”.

O educador explica também que é importante tomar conhecimento da real situação financeira em que a família se encontra e, durante o período de diagnóstico e o acerto das dívidas já contraídas, não fazer novas dívidas, a não ser que seja de extrema necessidade.

Além disso, Edward Claudio destaca cinco dicas essenciais para sair de vez das dívidas:

- Levantar todas as dívidas já contraídas, levantando as seguintes informações: o credor, o valor principal, a quantidade de parcelas totais, a taxa de juros, a quantidade de parcelas pagas e a quantidade de parcelas em atraso;

- Apurar o valor dentro do orçamento que pode ser disponibilizado para saldar as dívidas;

- Procurar os credores para negociar as dívidas, priorizando as essenciais (água, luz, gás, parcelamento imobiliário, etc) e, em seguida, as com maiores taxas de juros;

- No caso do credor não aceitar a negociação nas condições que cabem dentro do seu orçamento, comece a guardar o valor que seria utilizado para saldar a dívida, a fim de acumular um valor para uma nova e futura negociação;

- Se possuir investimentos, apure-os e trace uma estratégia de utilizá-los para quitar as dívidas com taxas de juros elevadas, principalmente as com cheque especial e cartão de crédito, utilize também, nestes casos, a possibilidade de portabilidade de dívidas.

Cartão de Crédito

O educador DSOP também alerta sobre o perigo do cartão de crédito que, por ser mal utilizado, se torna o maior vilão dos endividados. Então, se você tem um ganho mensal, um cartão é suficiente; se receber semanalmente, tenha, no máximo, três. Atente-se às datas de vencimento de cada um, para que você aproveite os benefícios que o cartão pode proporcionar.

Para finalizar, Edward aconselha o uso de ferramentas que auxiliam na organização das finanças. “Pode ser uma planilha, aplicativo digital ou mesmo um caderninho. Só tem que ter disciplina para anotar todas as despesas, separando-as por categorias. Esse apontamento deve ser feito apenas uma vez por mês, repetindo todos os anos, na mesma época, ou sempre que tiver uma variação relevante de ganhos e gastos”.

Também poderá gostar de...

0 Comentários