Mesmo com a recente divulgação das expectativas de crescimento da economia brasileira neste ano em 3% que sinalizam resultados inferiores aos anos anteriores a resposta é sim, como diz a consultora em saúde financeira e qualidade de vida Suyen Miranda. “Mesmo com a divulgação de estimativas de desempenho econômico do governo serem mais baixas que o esperado para o ano – que indica um crescimento menor do que o ano passado na economia do país, e que afeta diretamente todos os setores da cadeia produtiva – cada um de nós pode fazer muito não só para si mesmo como para toda a economia usando bem o recurso financeiro”, explica.

O resultado da poupança será afetado por conta deste crescimento tímido? A consultora explica que mesmo com índices menos rentáveis a poupança é o investimento mais simples e capaz de encorajar economia mensal, algo que deve ser incentivado e faz com que o valor não perca com flutuações econômicas. “A poupança, um dos investimentos mais acessíveis da população, pode ser afetada pelo crescimento mais tímido da economia e não trazer o resultado esperado como investimento em comparação aos anos anteriores; mas é muito importante ter sempre uma reserva em investimento de fácil resgate, e só pelo fato de guardar mensalmente um dinheiro auxilia e muito na economia pessoal”, diz Suyen. Ela lembra que existem muitos investimentos interessantes, com destaque para o tesouro direto, lembrando que em geral são investimentos que requerem tempo para trazer resultados e serem compensadores.

Para quem ainda não poupa pelas mais diversas razões, a dica da consultora é não esperar o dinheiro sobrar, mas separar um valor logo que receber qualquer pagamento. “Este valor pode ser de dez reais, que já é suficiente para abrir uma conta de poupança. De dez em dez ao longo de um ano a pessoa terá mais do que os cento e vinte reais e ganhos de poupança; terá criado o hábito de guardar dinheiro, algo que dificilmente é ensinado tanto em casa quanto na escola”, alerta. Muitos não poupam justamente porque esperam que dinheiro sobre, coisa que definitivamente não acontece, na opinião da consultora que pesquisa o comportamento do brasileiro quanto às suas finanças pessoais há uma década.

A economia do país pode estar em momentos mais complicados, mas Suyen ressalta que cada um pode fazer mudanças capazes de criar uma economia pessoal equilibrada: saber onde o dinheiro está sendo gasto, reduzir o pagamento de juros e multas pagando as contas em dia, e negociando com bancos para taxas de juros menores aliados a redução de gastos não tão necessários. “Qualquer redução já é significativa: para ter uma ideia o governo anunciou redução de gastos de três por cento ao longo do ano, e isso já representa mais de dez milhões de reais em caixa”, exemplifica.

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