A constatação é da consultoria e auditoria KSI Brasil que, desde agosto de 2012, foi procurada por 1,5 empresas japonesas por mês. Dados da Câmara de Comércio também confirmam a tendência.

Desde que inaugurou sua Japan Desk, em agosto de 2012, a KSI Basil – consultoria e auditoria ligada ao grupo britânico KS International – tem sido procurada por diversas empresas japonesas com a intenção de se estabelecer no Brasil. “Aproximadamente 1,5 empresa japonesa nos procuram por mês para saber quais são os trâmites legais necessários para se fixar no País”, conta Danilo Ogassawara, responsável pela área internacional da consultoria.

O avanço tem sido percebido também pela Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil, que, desde 1990, mede de maneira sistemática a evolução das empresas nipônicas no Brasil. Na década de 1990, muitas empresas do Japão deixaram o Brasil. A retomada dos investimentos diretos japoneses no País aconteceu em 2005 e se intensificou a partir de 2011, quando houve o tsunami no país asiático. Apenas entre 2011 e 2012 entraram 20 empresas japonesas no Brasil, número recorde de ingressos de um ano para outro. Em 2013, já foram registradas dez novas empresas japonesas pela Câmara.

“O Brasil entrou com força na rota dos investidores japoneses, que pretendem diversificar os investimentos e buscar alternativas mais seguras do que o mercado europeu e o próprio mercado japonês, que demonstrou fragilidade depois do tsunami”, ressalta Ogassawara. De acordo com Danilo Ogassawara, responsável pela área internacional da consultoria da KSI Brasil, as empresas que procuram a auditoria são de setores variados, com destaque para os setores automotivo e de tecnologia. “Das 13 companhias que nos consultaram nos últimos meses, 70% delas de fato se estabeleceram ou estão se estabelecendo no Brasil”, comenta.

Para as empresas que operam em diversos países e desejam se instalar no Brasil, a KSI Brasil possui um pacote de serviços que inclui desde o estudo de viabilidade e estruturação do negócio até o suporte contábil, tributário, fiscal, trabalhista e operacional procurado pelo investidor estrangeiro.

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