Competentes e versáteis, as mulheres estão a cada dia que passa alcançando mais espaço dentro do ambiente corporativo. No entanto, embora a participação das mulheres na força de trabalho tenha aumentado, isso não se reflete no número de líderes femininas, em cargos executivos.

Na última década, por exemplo, a mulher ocupou só 14% dos cargos de diretoria e apenas 17% dos assentos do conselho em empresas norte-americanas. Estes dados recentes, levantados por importantes consultorias, também mostram que no Brasil, a situação é igualmente restrita, com somente 17% das mulheres ocupando cargos de diretoria executiva.

Obstáculos institucionais, que impedem a ascensão das colaboradoras, e remuneração mais baixa em comparação com líderes do sexo masculino (cerca de 30% menos), são apenas alguns dos fatores que contribuem para a inexpressiva presença das mulheres em cargos de diretoria. Somando-se a isso ainda existe a barreira interna criada pelas próprias mulheres, que, ou abandonam a carreira para cuidar da família, ou se culpam por não conseguirem dedicar-se inteiramente ao lado profissional e pessoal ao mesmo tempo, muitas vezes estagnando na posição onde estão com medo de não darem conta das novas responsabilidades.

Em um ambiente de escassez de talento, como o atual, o custo de ignorar mulheres como potenciais líderes pode se tornar decisivo para o fracasso, afetando não só as organizações, como a economia em geral. Muitas empresas já têm se dado conta da importância feminina nos negócios e de suas necessidades, e por isso têm implementado programas de incentivo e desenvolvimento desses talentos, motivando suas funcionárias a avançar na carreira.

Aos poucos este cenário deve mudar, mas, para que existam mais representantes mulheres na alta liderança dos negócios, algumas questões essenciais devem ser consideradas. Entre elas, avaliar se os processos de promoção na empresa são transparentes e justos e se as trilhas de carreira são viáveis, são fundamentais para que as mulheres tenha mas mesmas oportunidades de desenvolvimento e trabalho que homens recebem. Outro fator importante é que estas profissionais tenham role models dos mais altos níveis que as ajudem a expandir e sustentar suas aspirações profissionais, por meio de programas de mentoringe ações de networking.

Para falar mais sobre Mulheres na liderança podemos indicar como fonte, Alexandre Santille, CEO do LAB SSJ,empresa especializada em soluções de aprendizagem corporativas.

Alexandre Santille - É CEO do LAB SSJ. É Ph.D. em Psicologia pela USP, fez mestrado em Administração de Empresas pela PUC-SP e se formou em Administração de Empresas pela FGV-SP. Possui forte experiência como palestrante em congressos internacionais e nacionais, sendo especialista em global leaders, influência sem autoridade, Geração Y, jovens talentos, aceleração de maturidade (FTM), EVP, storytelling e aprendizagem para resultado.

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