Certamente você convive todos os dias com algum membro da Geração Y, um destes multifacetados profissionais, que exercem com facilidade diversas atividades. Detalhe, todas simultaneamente.

Para compreender este comportamento onde as regras familiares e organizacionais tiveram um grande abalo é preciso entender que a maioria dos fatos e acontecimentos da história tem influência direta na vida das pessoas, que as levam a assumir uma postura quase padrão e característica por conta dos momentos, sejam eles, político, econômico ou tecnológico. Até mesmo a educação dos pais é influenciada por esses fatores.

As mudanças de conduta estão ligadas aquilo que buscamos e invariavelmente ao que não temos. Por exemplo, a geração passada foi marcada pela busca da liberdade de expressão, um momento de repressão, uma geração que se contrapunha as regras em razão da rigidez da educação que foram influenciadas, como pelo militarismo, em determinado período político e econômico. Hoje, o momento é de acessibilidade às informações em decorrência dos avanços tecnológicos, além da democracia que se estabeleceu.

Já não se difere um bom profissional somente pelo conhecimento, mas sim pela rapidez. É possível afirmar que os melhores são os mais rápidos, que buscam as informações e a disseminam com mais velocidade. Os destaques ficam por conta da conveniência e da diversidade, exatamente o que marca a “Geração Y”, que hoje ingressa ao mercado de trabalho. Uma geração que não precisou aprender a dominar as máquinas, mas nasceu com TV, computador e comunicação rápida dentro de casa.

Estes são os mesmos jovens que em um futuro próximo serão nossos governantes, definitivamente é o fim das “tribos”, pois um jovem que hoje gosta de rock, também curte sertanejo e funk, em alguns momentos se vestem de forma sóbria em outra radical e conseguem adotar comportamentos diferentes dependendo da situação que vivem. Viva a diversidade!

Estima-se que em uma carreira de 25 anos os profissionais da “Geração Y” trocarão de emprego pelo menos oito vezes e quatro vezes de atuação. Tudo isso vai ao encontro do mundo “mais virtual” que vivemos - como vimos, uma geração vai em busca do que não tem - carentes de afetividade, a atual geração, busca no trabalho os amigos e a família - que estão distantes “correndo atrás do dinheiro”. Estes jovens dão muito mais valor ao ambiente de trabalho do que a própria remuneração.

A “Geração Y” é composta pelo imediatismo e precisa de desafios para oferecer o que tem de melhor, criatividade, ousadia e pré-disposição são algumas das características. Quer extrair o máximo deste profissional? Disponha-se ao diálogo, faça-o entender, não mande. Para esta geração, a hierarquia não é um argumento bastante convincente.

Lembre-se que os jovens da geração Y são capazes de realizar tarefas simultâneas e por esta razão vale ressaltar, que muitas vezes tal comportamento pode dispersar a concentração e criar dificuldades no desenvolvimento de uma tarefa ou projeto de longo prazo. Mas, para contornar a situação busque alternativas e maior produtividade desses profissionais, como por exemplo, divida um projeto mais longo em etapas curtas, com metas e prazos para que os resultados sejam mais rápidos.

Aos saudosistas, um alerta, os conflitos nascem quando oferecemos às pessoas aquilo que elas não precisam. Sendo assim não julgue ou critique, procure atentar-se às mudanças e a entender que esta é a nova realidade.

Entre nessa! Os membros da nova geração estão sentados na cadeira ao lado, muitas vezes na mesa do antigo chefe.

Fábio Avellar - É palestrante, conferencista e consultor de empresas

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