De acordo com a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor 2011 (GEM), o Brasil tem 27 milhões de empreendedores, ocupando a terceira posição no ranking de 54 países analisados. Porém , segundo a Demografia das Empresas divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), após três anos de existências, quase metade das empresas não sobrevivem e fecham as portas.

Para o presidente do Conselho Federal de Administração (CFA), Adm. Sebastião Luiz de Mello, muitos empreendimentos não sobrevivem por falta de planejamento e gestão. “Percebemos que não é a falta de capital de giro que determina o encerramento das empresas, mas sim a falta de administração. Os empreendedores precisam buscar consultorias com profissionais de Administração antes de abrir o negócio e durante, para manutenção da empresa”, explica.

Quem quer abrir o próprio negócio em 2013, o presidente do CFA sugere, como ponto de partida, a elaboração de um plano de negócio. “Esse documento traça um retrato do mercado, do produto e das atitudes do empreendedor. Isso vai propiciar segurança para quem quer iniciar uma empresa com maiores condições de êxito ou mesmo ampliar ou promover inovações em seu negócio”, diz Sebastião Mello.

É importante, ainda, identificar boas oportunidades. “É preciso enxergar longe, ser criativo e inovador. Empreendedores com esse perfil tendem a ter mais chances de sucesso que os demais”, ensina, lembrando que é imprescindível investir na capacitação.

Tendências para 2013 – O Brasil sediará importantes eventos esportivos e todo o país já se prepara para receber atletas e turistas do mundo inteiro. Por isso, negócios como agências de eventos, comunicação, o setor de hotelaria e escolas de idiomas, por exemplo, estarão em alta nos próximos anos.

Outra tendência é investir na terceira idade. “As pessoas estão vivendo por mais tempo e querem lazer e serviços direcionados”, justifica Sebastião. Pessoas da área de tecnologia podem apostar em no desenvolvimento de software, internet e aplicativos para celular e tablet.

O empreendedorismo social também é uma grande aposta, pois é crescente a preocupação mundial com a população excluída. Nesse modelo de negócio a preocupação não está apenas no lucro, mas também em buscar a inclusão social, a geração de renda e q qualidade de vida, ajudando a combater a pobreza e a diminuir a desigualdade. Além disso, o negócio busca promover o crescimento econômico sem agredir os recursos naturais.

Segundo Sebastião, gerenciar o próprio negócio é um desafio que exige capacitação, disciplina e dedicação. “Seja qual for o segmento, o empreendedor precisa saber que é possível criar uma empresa sólida desde que haja planejamento. Empreender é sempre um risco, mas empreender sem planejamento é um risco que pode ser evitado”, conclui o presidente do CFA.

Sobre o CFA – O Conselho Federal de Administração é um órgão normativo, consultivo, orientador e disciplinador do exercício da profissão de Administrador, sediado na capital federal, responsável por controlar e fiscalizar as atividades financeiras e administrativas do Sistema CFA/CRAs. Este tem como missão promover a Ciência da Administração valorizando as competências profissionais, a sustentabilidade das organizações e o desenvolvimento do país. Ele é integrado pelo CFA e pelos 27 Conselhos Regionais de Administração – CRAs, sediados em todos os Estados da Federação.

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