Não dá mais para pensarmos em tecnologia da informação sem que nos venha em mente a palavra integração. Primeiramente, imagina-se que sejam diferentes soluções que se complementam para dar apoio a uma operação. Esta é apenas uma parte da definição. Para haver integração é necessário que exista o compartilhamento de informações e recursos entre soluções e ferramentas tecnológicas, sem que o usuário tenha que se preocupar com a forma como isso acontece.

Há pelo menos dez anos, o mercado tem sido mais ambicioso em relação ao compartilhamento de informações. As indústrias, por exemplo, iniciaram projetos visando extrair informações dos seus distribuidores com o objetivo de conhecer o destino dos produtos, podendo, assim, analisar canal, volume, preço, embalagem, região, entre outros elementos. A ideia é bastante simples, mas a execução bem sucedida passa longe disso.

Trabalhando com dezenas de distribuidores, as indústrias encontram uma enorme diversidade de sistemas e processos, entre eles. É também notável a diferença nos cenários quanto à qualidade, pontualidade e credibilidade da informação que os distribuidores transmitem.

Padronizar a geração destas informações a partir de um único sistema de gestão é uma tarefa bastante complicada, pois se trata de um universo de dezenas de empresas independentes, cuja relação com uma determinada indústria pode ser interrompida de um momento para outro, por iniciativa de qualquer uma das partes.

Uma parceria forte entre indústria e fornecedores de sistemas de gestão para distribuidores tem se mostrado o caminho que apresenta melhores resultados. Os distribuidores preservam a liberdade de escolha, porém visualizam diretamente vantagens em trabalhar com a empresa indicada. Com isso, a indústria consegue gradualmente ampliar a base de distribuidores que utilizem uma solução padronizada, passando a receber informações precisas e confiáveis para atuar em conjunto com os distribuidores.

Existem também ferramentas tecnológicas que possibilitam a quebra das limitações clássicas da falta de padronização. Já existe, por exemplo, catálogo eletrônico que permite aos vendedores do distribuidor apresentar os produtos comercializados, com imagens, vídeos, campanhas e informações de interesse do varejista, utilizando um tablet.

O diferencial apresentado é a maneira dinâmica de trabalho, na qual a própria indústria alimenta a solução com todas as informações (imagens, vídeos etc) dos produtos, de forma rápida, segura e automática. Assim, uma imagem produzida dentro da indústria pode ser manuseada pelo distribuidor, em qualquer ponto do Brasil, poucos minutos depois de criada.

Este é apenas um dos exemplos que deve marcar os próximos esforços feitos dentro da cadeia de abastecimento para que a tecnologia da informação seja utilizada de forma muito mais compartilhada do que vemos hoje.

Rafael Rojas Filho - É diretor da Target Sistemas

Também poderá gostar de...

0 Comentários