No mundo inteiro, a atuação do pequeno empresário é reconhecida como um dos fatores que “arejam” a economia. A pequena empresa, tradicionalmente, está presente em todos os setores da atividade, absorvendo mão de obra, inclusive aquela com maior grau de dificuldade no mercado, como jovens em busca pelo primeiro emprego e as pessoas com mais de 40 anos. Além disso, dinamizam o nível de atividade dos municípios e bairros das grandes cidades.

Segundo dados do IBGE, as médias e pequenas empresas representam 20% do PIB brasileiro, são responsáveis por 60% dos 94 milhões de empregos e constituem 99% dos seis milhões de estabelecimentos formais existentes no País. A partir do ano 2000, a participação do setor aumentou bastante: a taxa de crescimento anual foi de 4% para o total de empresas, independentemente do porte; para as pequenas, foi de 6,2%; as micro, entre 2000 e 2008, foram responsáveis por aproximadamente metade dos postos e trabalho formais criados, ou seja, 4,5 milhões de empregos.

No mercado gráfico essa participação é ainda mais evidente. Levantamento da Abigraf (Associação Brasileira da Indústria Gráfica) mostra que as empresas com até nove funcionários totalizam quase 17 mil, empregando cerca de 47 mil pessoas e perfazendo 78,8% do total do mercado.

Nesse segmento, no qual o relacionamento cliente/fornecedor é fundamental, cria-se um circulo de confiança. O cliente procura soluções que, nas pequenas gráficas, geralmente são dadas pelo proprietário. É ele também quem costuma ir às feiras de equipamentos e toma as decisões mais acertadas sem precisar do aval de um ou mais centros de decisão, o que não acontece nas grandes corporações.

Essa situação representa também um desafio para o pequeno empreendedor. É ele quem decidirá qual investimento vai valer a pena para a sua empresa. Nos novos tempos, o empresário tem de estar preparado para dirigir suas estratégias em um foco específico. No mercado gráfico, a empresa pode especializar-se em oferecer um produto mais ágil com melhor preço ou um trabalho mais focado na criatividade. Escolher um foco e se orientar por ele pode fazer toda a diferença para este empresário.

Não há, na atual situação do mercado gráfico brasileiro, espaço para uma grande margem de lucro. Isso reafirma a importância das decisões acertadas na contratação de serviços, escolha de insumos e compra de equipamentos, que devem ser dotados das mais modernas tecnologias. Escolher as soluções corretas, considerando o ciclo completo de produção, é um grande trunfo para o sucesso dos negócios. Também são interessantes a troca de ideias com outros empresários, já que nesse segmento a concorrência tende a ser menor do que entre as grandes corporações, e a participação em feiras e exposições, nacionais ou internacionais.

Enfim, a informação e o conhecimento profundo do setor de atuação são fatores fundamentais para a tomada de decisões, como também a escolha dos parceiros que estarão ao lado do empresário nesta jornada.

Dieter Brandt - É presidente da Heidelberg do Brasil.

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