Os profissionais de marketing que se preparem para os próximos 30 anos, pois a Scientific American Brasil analisa, com as possíveis moradias humanas em Marte, o que mudaria na humanidade.

Marte já é a meta estabelecida por Elon Musk, proprietário da milionária Paypal; os exploradores polares Tom e Tina Sjogren estão planejando uma aventura pessoal a Marte; e o projeto MarsOne, com financiamento europeu, deverá estabelecer colônia por volta de 2023. Portanto, o futuro da humanidade está vinculado a Marte. Como será a vida humana no planeta vizinho e o que isso significará, é o tema do artigo assinado por Cameron M. Smith, na revista Scientific American Brasil, de fevereiro.

A publicação mostra que conduzidos pela ambição de empresas privadas, a humanidade está galgando os primeiros estágios da migração para novos planetas, a começar por Marte. No entanto, para que a colonização espacial seja bem sucedida, é necessário dedicar à biologia e à cultura a mesma atenção dada à engenharia. A colonização não se baseará apenas em foguetes e robôs – terá de envolver, pessoas, famílias, comunidades e culturas.

Mudanças 

Segundo o artigo da Scientific American Brasil, os pioneiros da colonização terão de ser geneticamente saudáveis. Em populações de tamanho reduzido os portadores de doenças genéticas podem ameaçar o futuro de diferentes formas.

Deve-se também garantir uma ampla diversidade do repositório genético. Se todos os membros de uma população forem geneticamente idênticos, um único surto da doença pode atingir todos.

Portanto, as primeiras populações colonizadoras deverão ser individualmente saudáveis e coletivamente diversificadas para fornecer às populações futuras as melhores chances de genes disponíveis para se adaptar aos novos ambientes.

Em Marte, a radiação provocará mutações e qualquer colônia espacial provavelmente não disporá da proteção à radiação que a atmosfera e o campo magnético da Terra fornecem. O aumento de mutações criará anomalias físicas.

Mudanças culturais também ocorrerão em Marte. Em uma atmosfera de baixa pressão e roca em oxigênio, contida em materiais e estruturas arquitetônicas únicas, o som deve se propagar de forma diferente – mesmo que a diferença seja sutil – talvez afetando mais a pronuncia e até o ritmo da fala, produzindo novos sotaques e dialetos. A gravidade menor poderá influir na linguagem corporal, um elemento importante de comunicação humana e que influiria na performance de todos os tipos de arte. As divergências culturais ocorrerão quando inúmeras pequenas diferenças como essas se acumulam.


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