A escassez de mão de obra especializada para o comércio eletrônico brasileiro é um desafio enfrentado diariamente por empresas do setor. Segundo o que mostra um levantamento realizado neste ano pela e-bit, empresa que pesquisa dados para o e-commerce nacional, 79% dos empresários do ramo do e-commerce acreditam que os candidatos contratados não atendem às habilidades necessárias. A projeção de crescimento de 20% neste ano em relação às vendas de 2011 para o setor e, em paralelo, a necessidade de um alto nível sofisticação e especialização para a contratação de profissionais são algumas das causas para este cenário.

Com o objetivo de transpor essa dificuldade, empresas como a Chaordic (www.chaordic.com.br), que desenvolve sistemas de recomendação para e-commerce, estão cada vez mais se aproximando de jovens estudantes para atuar com foco em tecnologia nos centros de formação. Segundo o responsável pela gestão de pessoas na empresa, Anderson Nielson, a oferta de vagas é maior do que o número de profissionais formados, portanto, entende-se que apoiar a formação voltada ao setor é um fator estratégico. “Nosso objetivo não é retirá-los da trajetória estudantil, mas, buscar fortalecê-los e motivá-los ao estudo para que se preparem da melhor forma para as atividades profissionais”, observa.

Nesse processo de aproximação, além de firmar parcerias com o Instituto Euvaldo Lodi de Santa Catarina (IEL/SC) e com AIESEC para buscar estagiários, a Chaordic também apoia iniciativas, como a Semana de Cursos e Palestras da Computação (SECCOM), evento organizado pelo Grupo PET de Computação da UFSC que aconteceu em outubro deste ano. A Chaordic também patrocina grupos de alunos que participam de competições nacionais e internacionais, como o ROBOTA da UFSC e se disponibiliza para compartilhar conhecimento, por meio de palestras e outros eventos, sobre a aplicação de Big Data e Cloud Computing em sistemas de recomendação para e-commerce, por exemplo.

Para Nielson, o relacionamento entre empresas e universitários deve ser de troca e ganhos mútuos. “Os jovens, em geral, têm muita energia e informação atualizada. Não são carregados de preconceitos ou experiências negativas, que poderiam lhes travar pelo medo. Eles têm ousadia e, em sua maioria, muito a ganhar. As empresas, por sua vez, precisam de velocidade de execução e de criatividade para inovação”. O gestor acredita que nas universidades e por meio de atividades complementares de formação, os jovens aprendem e se fortalecem para desafios profissionais. “Os jovens em processo de formação são parte do impulso que as empresas precisam para atuar com mais agilidade e assim tornarem mais competitivas”, completa

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