Os aparelhos de Smart TV possuem integração com computadores pessoais e permitem visitar web sites e uma infinidade de serviços online, fazer compras, acessar internet bank, entre outros serviços. Isto basta para que os cyber criminosos passem a ver nesta nova tecnologia a oportunidade de atacar os usuários através do envio de códigos maliciosos para roubar informações bancárias e de cartões de créditos das pessoas que compram este novo tipo de equipamento.

De acordo com Eddy Willems, especialista em evangelização em segurança da GData, fabricante de soluções de segurança digital, que possui atuação no Brasil por intermédio da First Security, “ainda que as Smart TVs não tenham um mercado em grande escala, elas possuem todas as principais funcionalidades que um cyber criminoso deseja para poder atuar contra os usuários: conexão com computadores e acesso à Internet. A possibilidade de instalação de aplicativos e de pagamento online potencializa as ameaças virtuais”, ressalta o especialista.

“As fronteiras entre PC, smartphone e televisão estão cada vez mais ténues. Você pode assistir TV em smartphones e pode navegar na internet com uma Smart TV, com os mesmos potenciais alvos de ataque para os cyber criminosos”, comenta o especialista. “Caso consigam introduzir aplicativos infectados em TVs inteligentes através de ‘drive-by downloads’, que é a descarga de malware a partir de websites sem o conhecimento do usuário, as consequências seriam difíceis de prever. No futuro, é possível que as TVs em casa possam sofrer ataques DDoS (Distributed Denial of Service – negação de serviço), que constitui o envio indiscriminado de requisições a um computador alvo e visam causar a indisponibilidade dos serviços oferecidos. Acreditamos que os criminosos cibernéticos já estão usando os kits de software livre disponíveis para o desenvolvimento dos fabricantes de TV com o intuito de descobrirem oportunidades de ataque”, comenta.

O que podemos esperar no futuro?

Segundo o especialista da GDATA, as TVs inteligentes são apenas um exemplo das crescentes tentativas de superação dos limites dos dispositivos do passado, como é a TV. “A rede de uma ampla gama de diferentes dispositivos e a conexão com a Internet oferece muitas oportunidades para os usuários, mas, também, permite novos vetores de ataque para os ciber criminosos. A indústria de segurança de TI deve, rapidamente, responder a estas possibilidades se antecipando ao futuro. Muitos usuários de Smart TV precisam perceber que eles já estão expostos às mesmas ameaças quando utilizam outros equipamentos com acesso à Internet”, adverte Willems. “Não podemos esperar de braços cruzados que o primeiro malware para Smart TV invadam as salas de estar das famílias”.

Mais informações: http://www.firstsecurity.com.br

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