Você já pensou qual o grande motivo para tantos jovens talentos abandonarem seus atuais empregos para buscar uma colocação melhor? Talvez isso acontecer por desinteresse pelo local de trabalho, pelo ambiente, pelas amizades ou por uma má orientação em sua fase de escolha profissional.

E hoje quem paga um preço muito alto por isso são as empresas e seus líderes, que investem milhões de reais e de esperança e acabam se decepcionando quando perdem precocemente um promissor talento.

Durante os últimos dez anos, venho pesquisando sobre esse tema e conversando com muitos jovens em escolas, universidades e empresas. Descobri que a grande pedra no sapato é no planejamento de carreira.

Muitos saem das universidades e entram no mercado de trabalho rapidamente pelas suas capacidades técnicas. Porém, a grande maioria não possui um plano de carreira, um projeto de vida desenhado. Muitos não sabem, claramente, aonde querem chegar e é aí que o problema começa.

Por outro lado, nas empresas, muitos líderes também não conseguem prever se a empresa faz ou não parte do projeto de carreira desses jovens. Confusão armada!

Líderes correm com pensamentos e estratégias de um lado e os novatos de outro. Tudo fica por conta do “achismo”.

Como líder, se você quiser obter um maior resultado de sua jovem equipe, conquistar e reter a nova geração talentosa, minha dica é: comece hoje a planejar em conjunto a carreira de seus jovens. Juntos, vocês podem descobrir a tão almejada luz no final do túnel.

Outras dicas para você, empreendedor, segurar seus talentos:

  • Promova o autoconhecimento de seus colaboradores. Perguntas bem formuladas e na hora certa podem cooperar nessa descoberta;
  • Ajude-os descobrir e visualizar o futuro profissional;
  • Converse sobre as possibilidades da empresa hoje e no futuro, sinta se esse jovem está, realmente, preparado para os desafios;
  • Organize-se para ter um tempo dedicado a essa tarefa. Ela deve fazer parte de sua rotina.

Maurício Sampaio - É especialista em orientação educacional e vocacional. É também autor do recém-lançado livro “Escolha Certa - Como tomar a melhor decisão hoje para conquistar uma carreira de sucesso amanhã”, da editora DSOP. Site: www.mauriciosampaio.com.br


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2 Comentários:

Bom dia.

Eu comecei a trabalhar numa empresa muito grande do Brasil, um banco para ser mais preciso, estava todo empolgado e determinado a fazer o meu melhor, sonhava em ser efetivado, promovido e quem sabe crescer dentro da empresa. 2 meses depois de entrar na empresa, com 16 anos de idade, aprendiz, eu entrei em depressão. Aguentei ficar 2 anos, e quando quiseram minha efetivação, neguei. Prestei concurso público e agora sou assistente administrativo do governo, faço 6 hrs por dia de seg a sexta e meu salario não é baixo. Moral da estória: O problema não é descobrir e visualizar o futuro profissional, conversar sobre as possibilidades da empresa e nem mesmo fazer perguntas bem formuladas e na hora certa. É sempre atentar se o jovem se sente bem na empresa, motivá-lo a seguir junto. Pense: Era meu 1° emprego, nunca tinha pisado num escritório e pensava que lá dentro era como nas palestras. Não. Vi que em empresas privadas quem puxa mais o saco do chefe, trapaceia, mente, ensina os jovens a fazer as tarefas da maneira errada, sempre subirá mais rápido e continuará dentro da empresa, sendo muitas vezes promovido, influenciando-o a destruir os talentos da empresa cada vez mais.

Dante,
Concordo contigo: o jovem entra no mercado de trabalho já tendo que ter uma vasta experiência! É literalmente jogado aos leões, num ambiente competitivo. Contudo esta é a regra do jogo. A empresa não poder ser "miope". Tem que ver o jovem como um investimento e não como uma futura ameaça ao cargo de alguém que está lá. Lapidá-lo, se tiver talento. E se não, absorver em outro setor, se possível. Ver seu real potencial. O jovem, por sua vez, cabe aceitar ou não. Ficar ou procurar outra alternativa. Lutar por aquilo que quer ou não. Ir para área pública? Confesso que também é tão ou até pior, em termos de competitividade em relação a "subir o degrau": neste caso chegar a um cargo, você deve ter um bom network... para não entrar em detalhes, pois atuo na área pública também... Abraços!