Quem não deseja trabalhar em empresas flexíveis, nas quais os líderes se preocupam com seus colaboradores? Não obstante ainda existem organizações rígidas, com chefes mal humorados e funcionários que são vigiados e cobrados o tempo todo.

Segundo a gestora de Recursos Humanos na Inthegra Talentos Humanos, Vianei Altafin, dar autonomia e confiar nos talentos humanos é uma forma de valorizá-los e mostrar que eles fazem parte das decisões da empresa. “Isso os faz produzir mais e a querer ficar mais tempo na empresa. Quando os chefes são rígidos e severos demais, inibem o crescimento profissional”.

Uma recente pesquisa dos professores Douglas Kruse e Joseph Blasi, da Universidade de Rutgers, e do acadêmico Richard Freeman, do NBER (National Bureau of Economic Research), dos Estados Unidos apontou que os funcionários passam a ter as piores atitudes possíveis, especialmente quando há um ambiente de alta fiscalização. “Não é de admirar que as pessoas ficam receosas, com medo de tomar decisões. É preciso confiar nos colaboradores, ser mais flexível. Essas ações farão com que eles vistam a camisa da empresa e falem bem dentro e fora dela”, explicou a gestora.

Um exemplo é quando o líder delega uma função em curto período de tempo, e depois lá está ele cobrando. “Isso demonstra falta de confiança”.

Vianei Altafin disse que o maior erro dos gestores é lidar com todos de forma igual. O bom líder é aquele que conhece sua equipe e decodifica o que cada um precisa receber para se sentir motivado. “Tem funcionário que vibra com um elogio e um bom feedback, outros almejam crescer dentro da organização e espera por esta oportunidade, já tem aqueles que esperam ser reconhecidos por meio de uma promoção salarial.

E um detalhe: ninguém quer ser considerado empregado, mas como parte da empresa, e isso inclui parte nos lucros, o envolvimento em decisões importantes e se sentir bem no ambiente profissional”, disse.

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