Segundo o especialista em inteligência empresarial Ricardo Couri, ter os dados em tempo real não é mais uma vantagem: é uma necessidade

Quem busca aliar poder de fogo a uma boa experiência com relação às tomadas de decisões empresariais, deve escolher os componentes corretos. Vamos imaginar a seguinte situação: você está sentado em frente a um computador, de última geração, o qual possui softwares de altíssima capacidade. Diante desta potente máquina, seu único dever é compartilhar e distribuir informações com eficiência e agilidade. Contudo, eis um problema: o computador não tem internet. O que fazer com esses dados? Como comparti-los?

O exemplo acima serve para ilustrar um fenômeno mundial que, a cada dia, torna-se cada vez mais frequente: a análise de dados. Hoje, milhões de dados são gerados a cada minuto no mundo: idade, sexo, escolaridade, poder aquisitivo, entre outros. “A dúvida é como aproveitar todas essas informações para torná-las rentáveis. Perante essa realidade, é imprescindível que as empresas, para conhecerem, de verdade, seu público-alvo, invistam e desenvolvam uma base de dados, a qual é considerada um dos elementos mais estratégicos para o crescimento empresarial”, informa o diretor da RCS Business Intelligence, Ricardo Couri.

Segundo o especialista, um banco de dados não só pode como deve ser construído por todas as empresas, independentemente do porte ou segmento em que atuam, e deve conter muito mais do que as informações básicas dos consumidores, como nome, endereço residencial e comercial, telefone e e-mail. “O instrumento deve responder todas as questões sobre o universo empresarial e seus clientes. Por meio dele, em fração de segundos, o empreendedor consegue descobrir o produto que está sendo mais adquirido nos últimos meses; seu público-alvo; o vendedor que tem se saído melhor; o perfil dos consumidores; entre outros detalhes que, com certeza, propiciarão melhor acompanhamento da clientela e a geração de novas oportunidades de negócios”, comenta.

Além disso, com um banco de dados é possível conhecer os lucros da empresa e as necessidades de investimento. Porém, esse universo não é tão simples quanto parece. “Muitas pessoas acreditam equivocadamente que basta ter as informações em mãos para formar um banco de dados”, alerta Couri. “Além de ter esses dados, carece saber o que fazer com eles, de maneira ágil e eficiente, porque o mercado não espera. Se esses dados não forem cruzados, teremos várias informações distintas, as quais não têm significado algum. A partir do momento que essas informações forem cruzadas, teremos indicações, com exatidão, para sermos mais assertivos na compra e venda de um produto ou serviço”, finaliza Couri.

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