Segunda maior economia mundial e país mais populoso do mundo, a China chegou com força total ao Brasil. Com a crise europeia e o bom momento vivido pela economia nacional, cada vez mais encontramos produtos chineses disponíveis. Entretanto, é necessária boa orientação para realizar negócios com um país de cultura completamente diferente da brasileira.

"Os empresários chineses passaram a olhar com novo interesse para os mercados dos países emergentes, especialmente o Brasil, e o brasileiro precisa estar atento a este momento", analisa Felipe Machado, sócio da ABN8 Trading, empresa especializada em comércio exterior e que tem 85% seu volume de negócios naquele país.

Para o executivo, o comerciante brasileiro precisa se adaptar à metodologia chinesa de negócios: "o que acontece em muitos casos é que, em função do comerciante brasileiro pedir produtos com o preço mais competitivo possível, acaba-se diminuindo a qualidade para poder atender a demanda", avalia Felipe.

Somente no primeiro semestre de 2012, o Brasil importou US$ 18 bilhões em produtos chineses. Embora a balança comercial seja favorável para o país (exportou US$ 25 bilhões), o que mais chama a atenção são os principais produtos que compõem essa relação: enquanto o Brasil envia comódites – soja, minério de ferro e petróleo, os chineses exportam materiais com valor agregado - transmissores, partes de máquinas e máquinas automáticas.

Veja abaixo seis dicas do consultor para entender o mercado chinês:

- Baixa qualidade é mito: É importante ressaltar que eles possuem uma enorme gama de fornecedores, que produzem peças que vão desde aquelas de altíssima qualidade até aqueles de qualidade inferior"

- Saiba negociar: "O chinês culturalmente não sai perdendo em negociações. Se um produto custa R$ 100, ele não negociará por R$ 70. Se você quer pagar este valor, ele te oferece um produto de qualidade compatível com o preço”.

- Seja minucioso em cada etapa do negócio: "não pressuponha nada. Coloque tudo bem especificado em cada momento: no pedido, no contrato e nas formas de pagamento".

- Certifique-se: "como a produção chinesa ocorre em larga escala, a probabilidade de uma peça ter defeito é maior. Porém, existem várias empresas chinesas que auditam e certificam os produtos no país. Procure-as".

- Negocie previamente as formas de pagamento: "procure formas de proteger sua empresa nas negociações. Negocie também eventuais trocas ou reposições. É mais barato que ter que deslocar para o país para resolver um problema".

- Fique atento aos costumes locais: "assim como em qualquer país, a China tem costumes e hábitos típicos. Fique atento a eles. Isso pode ser o detalhe para o fechamento de um bom negócio".

               

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