Em pesquisa da Global Enterpreneurship Monitor (GEM), o Brasil figura como terceiro maior país empreendedor de 2011, ficando atrás apenas de China e Estados Unidos. Nota-se que abrir um negócio e apostar nas próprias decisões não só virou uma boa alternativa para quem deseja sair da vida assalariada, mas também que é um comportamento aceito e incorporado pela sociedade. A pesquisa é realizada anualmente em diversos países para avaliar as atividades empresariais e o comportamento dos indivíduos no mercado de trabalho - em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (SEBRAE).

As vantagens de se investir na abertura de empresas são muitas: além de aumentar a oferta de empregos e incentivar a melhora dos serviços oferecidos no mercado (apresentando concorrência), quem decide seguir este caminho consegue controlar melhor a rotina de trabalho, tem liberdade de decidir e agir, e o mais importante: pode ganhar a confiança dos clientes ao oferecer um serviço não só regularizado, mas também personalizado, por meio dos diferenciais que a futura empresa apresentar.

Porém, a iniciativa pode ser desestimulada perante as diversas dúvidas de quem está iniciando, ou mesmo pela burocracia imposta. Quais são, de fato, os passos para poder abrir uma empresa?

A pessoa que deseja abrir seu próprio negócio precisa, antes de tudo, verificar a situação de seu Cadastro de Pessoa Física (CPF), já que a única exigência é que o futuro empresário não tenha pendências com a Receita Federal. As únicas exceções são: funcionários públicos ou de algumas grandes empresas. Ambos não podem abrir firmas no mesmo segmento em que já trabalham.

Feito isso, basta ter em mãos RG, CPF, comprovante de residência, número do título de eleitor e, se possível, números do recibo do Imposto de Renda. Em posse de todos os documentos, a abertura já pode ser iniciada.

Segundo Matthias Gösch, Diretor da ContLight (escritório contábil especializado em pequenas empresas), o processo básico para se abrir uma empresa passa por cinco etapas: confecção do contrato social, registro na Junta Comercial, registro na Receita Federal, inscrição na prefeitura da sede da empresa e cadastro na Caixa Econômica Federal. “Dependendo da situação, talvez haja um sexto passo, que é o registro na Receita Estadual”, acrescenta Matthias. “Mas este, geralmente, é feito junto ao registro da Receita Federal”.

Caso a nova firma queira investir em propaganda visual, terá de passar por mais dois processos, a serem feitos por empresas especializadas: aprovação no Cadastro de Anúncios (CADAN) e laudo do Corpo de Bombeiros. O processo completo de abertura leva de 3 a 5 semanas. Mas Matthias ressalta: “caso a empresa passe por concorrência, pode ser que a abertura leve de 2 a 3 meses para ser finalizada”.

Para cumprir corretamente todos estes passos, é imprescindível o acompanhamento de um contador, que além de elaborar o contrato social, fará os devidos registros e acompanhará a empresa nos balanços, declarações e questões financeiras. Ou seja, um contador de confiança fará todo o serviço, e o empresário pouco se desgastará, podendo investir seu tempo planejando ações que estimulem a venda e o ganho de clientes.

Cada escritório de contabilidade pode apresentar um valor diferenciado para cuidar da abertura. A faixa de preços varia de R$ 349 (entre honorários pagos à firma contábil e custas do processo – cartorial e Junta Comercial) a R$ 2300, para abertura de empresas nacionais. Caso seja estrangeira, o valor pode variar de R$ 5000 a R$ 10.000.

Decidido todos os detalhes, com estoques abastecidos, situação regularizada e planejamento de ações definido – é muito importante saber as atitudes a serem tomadas nos próximos anos, até mesmo prevendo possíveis crises – tudo que o empresário precisa é ficar atento e apostar em serviço criativo e bem feito. A confiança do consumidor é sempre meta a se alcançar, e com firma em dia, qualidade de atendimento e boa reputação, o sucesso é garantido.

Fonte: www.contlight.com.br

Também poderá gostar de...

0 Comentários