Antes ávidos pela “segurança” da carteira assinada, agora em busca de ser empresário, esse é a cara da atual classe média no Brasil, aponta pesquisa.

O poder de compra da classe média e as novas formas de consumo têm sido destaque periodicamente. O perfil da economia brasileira mudou nos últimos tempos com o poder de compra desses e consumidores; agora grande parte deles deixa para trás o emprego com carteira assinada para buscar ser dono do próprio negócio. A informação é confirmada por um estudo feitos pelo Instituto Data Popular que mostra que dos 19,7 milhões de brasileiros interessados em iniciar uma empresa este ano, 58,3% – cerca de 11,5 milhões – são da classe C.

Especialistas do setor empresarial afirmam que o motor de crescimento da classe média foi o emprego, mas que a partir de agora será o empreendedorismo que vai levar essa classe adiante. Em um cenário de mudanças a classe C brasileira, que antes queria ter a carteira assinada, agora corre atrás de crescer financeiramente e profissionalmente.

O estudo confirma que o que leva os brasileiros a empreender está baseado em perfis sociais; enquanto o jovem que acaba de sair da universidade quer colocar em prática o que aprendeu na vida acadêmica, o empreendedor da classe C idealiza a empresa pensado em melhorar a condição financeira, em um negócio em que, se possível, possa empregar os membros da família.

No mercado brasileiro há mais de 20 anos, a Compacta Print (www.compactaprint.com.br), fabrica máquinas para pequenos empreendedores que têm pouca verba para iniciar um negócio. Seus principais clientes são das classes C, D e E, que sonham em construir o próprio negócio, mas não dispõem do investimento financeiro inicial. “As pessoas que compram nossas máquinas para empreender, geralmente voltam para a aquisição de outras, já que o negócio bem administrado tende a crescer”, destaca Victor Cortez, gerente de marketing da Compacta Print.

Para começar um negócio com as máquinas da Compacta Print o investimento inicial pode ser de zero a R$ 5 mil, levando-se em conta a matéria prima – a empresa ajuda o novo empreendedor com descontos e facilidade de pagamento no material inicial. “Tudo depende de quanto o trabalhador está disposto a investir, não só financeiramente, mas também em trabalho”, destaca Cortez. O preço médio das máquinas é de R$ 2,5 mil a R$ 3 mil.

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