Garantir que 2013 seja um ano positivo financeiramente pode depender do que for planejado desde já. Ainda temos pouco mais de cinco meses para o término do ano e é ideal replanejar os gastos, para que o ano novo comece efetivamente com o pé direito, sem dívidas.

O primeiro passo é levantar quanto se ganha e tudo o que se deve em uma lista. Em seguida verifique os juros de cada conta e sua capacidade de pagamento.

A prioridade é pagar as dívidas que possuem juros mais altos, como por exemplo, o cartão de crédito e o cheque especial. E somente após a quitação dessas contas, comece a pagar aquelas que possuem juro mais barato. Ou seja, troque tudo que tenha juros mais caros por juros mais baratos, inclusive as linhas de crédito também devem seguir esse mesmo raciocínio.

Quitar as dívidas com o banco também é um passo importante para colocar o orçamento em dia. O momento é adequado para saldar esse tipo de dívida. Com um cenário de taxa de juros em queda, as instituições financeiras tem lucro menor, portanto é aconselhável não aceitar a primeira negociação com os bancos.

Para saldar as dívidas ou até mesmo fazer algum tipo de reserva, uma alternativa pode ser dispor de algum patrimônio pessoal, como, por exemplo, vender um automóvel, ou algum tipo de bem que esteja sobrando.

Uma ideia muito usada pelos norte-americanos, e que pode ser muito bem aproveitada por aqui, é fazer um bazar de garagem. Assim será possível se desfazer de objetos que já não tem muito uso, criar novos espaços em casa e ainda será possível gerar um fluxo no caixa pessoal.

O planejamento deve ir até o dia 31 de dezembro de 2012. Isso significa colocar no papel todas as despesas previstas para o Natal e Ano Novo. E para que não se caia em tentações da época, a regra é simples e deve ser levada a sério: enxugar os gastos com a ceia de Natal, presentes e rever o roteiro para sua viagem de Ano Novo podem ajudar a reorganizar as contas e principalmente não prolongar as dívidas em 2013.

Assim, se pequenos sacrifícios puderem ser feitos nos próximos seis meses, há uma grande possibilidades de que no próximo ano o planejamento possa ser bem mais leve.

Mauro Calil - É palestrante, educador financeiro e autor dos livros “A Receita do Bolo” e “Separe Uma Verba Para Ser Feliz” – www.calilecalil.com.br

               

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