Com o aquecimento da economia nacional, o número de pessoas que começaram a viajar de avião aumentou consideravelmente no Brasil e demais países da América Latina. Os principais responsáveis pela alta do mercado aeronáutico foram os voos empresariais e os investimentos em defesa, que formaram uma base sólida na região. A edição de março da revista AméricaEconomia, publicação da Spring Editora, mostra que os dois segmentos devem manter o crescimento significativo a partir de 2012.

Em 2011, só no Brasil, mais de 10,7 milhões de pessoas embarcaram em um avião pela primeira vez. Grande parte da demanda nos países da região foi por voos domésticos e dentro da América Latina. De acordo com o diretor executivo da Alta (Associação de Transporte Aéreo da América Latina e do Caribe), Alex de Gunten, esse número se deve à crescente na busca por voos dentro do continente. "O tráfego internacional entre países da América Latina cresceu 9,5%, enquanto que, para outras regiões, aumentou apenas 1,3%, tendência que continuará", comentou.

Com essa nova demanda identificada pelas companhias aéreas, o estoque de aviões também deve aumentar significativamente. Segundo a Airbus, toda a América Latina precisará de dois mil novos aviões de passageiros ao longo dos próximos 20 anos. E segundo a Alta, o modelo mais utilizado pelas companhias aéreas no continente é o Airbus A320, vendido hoje a US$ 85 milhões.

Já o crescimento da demanda de aviões militares é resultado, essencialmente, do combate ao narcotráfico. "O que é mais adequado para cada país [em termos de aeronave] depende das ameaças que enfrenta, bem como da geografia, das habilidades e da riqueza, o que determina a amplitude da oferta atual", afirmou.

Por custar menos e ser eficiente em ambientes urbanos de combate, os helicópteros militares são outro veículo extremamente utilizado pela defesa dos países da América Latina. Entre os modelos mais difundidos na região está o russo MI-171, com capacidade de transporte e combate, blindados e equipados com mísseis antitanque. Com um custo aproximado de US$ 12 milhões, atualmente são utilizados pelas Forças Armadas de Peru, México, Argentina, Venezuela e Colômbia.

            

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