A cada período de férias, turistas buscam novas e diferenciadas opções de lazer e atividades radicais para diversão. Um levantamento de impacto do Programa Aventura Segura do Ministério do Turismo (MTur), em parceria com a Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), revelou que, anualmente, cerca de 5,4 milhões de turistas não economizam quando o assunto é entretenimento aliado à adrenalina e atividades ao ar livre. Em 2009, o gasto médio individual foi de R$ 293, contra R$ 112, em 2008. Os serviços são prestados em todo o Brasil por um setor formado por 2.067 empresas que empregam em média 11 mil funcionários, chegando a 18,5 mil na alta temporada. O segmento faturou R$ 515,9 milhões em 2009, superando os R$ 491,5 milhões do ano anterior.

A prática do balonismo, por exemplo, esporte aéreo realizado com um balão de ar quente, desponta nesse mercado, abrindo espaço entre os esportes que integram a categoria do turismo de aventura. De acordo com a Confederação Brasileira de Balonismo (CBB), o setor está em "franca expansão". Em Minas Gerais, a byBrazil Balonismo é a única empresa no estado completamente estruturada para operar voos de balão.

A atuação da empresa se divide em voos turísticos e promocionais. Os balões usados nos vôos turísticos têm capacidade para até oito pessoas. O balonismo a cada dia também ganha muito espaço como ferramenta de Marketing e Comunicação. Os gigantes infláveis participam de eventos promocionais, lançamentos de marcas e produtos, principalmente de construtoras que aproveitam os balões em ações de divulgação por meio de voos cativos, ou seja, presos ao chão.

A demanda cresceu e a byBrazil já adquiriu mais dois balões próprios para ações promocionais e turísticas. Fundada em abril de 2010, com investimento inicial de R$ 400 mil, a empresa aproveitou o embalo do setor para expandir sua atuação em 2011. O crescimento é impulsionado por uma série de fatores.

O diretor Enrico Dias explica que como o balonismo ainda é pouco difundido no Brasil, os voos mexem com o imaginário das pessoas. “É uma novidade, até mesmo, para quem pensa que já passou por outras experiências no ar. O entretenimento desperta a curiosidade das pessoas e, consequentemente, o interesse em voar, misturando diversão e aventura”, observa.

Em 2011, a byBrazil alçou voos mais altos com a expansão da atuação para o estado do Acre, demandando um investimento também na faixa de R$ 400 mil com a aquisição de equipamentos, contratação e treinamento de funcionários e instalação da infraestrutura exigida pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). No ano passado, a empresa promoveu 80 voos turísticos, 40 contratos de publicidade com voos cativos (eventos e ações promocionais), representando um aumento de 200% no faturamento em relação ao ano anterior.

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