As exportações brasileiras para os países árabes totalizaram US$ 15,13 bilhões em 2011, um crescimento de 20,3% em relação ao ano anterior. As importações brasileiras provenientes dos países árabes também evoluíram, fechando 2011 com US$ 9,98 bilhões, uma alta de 43,36% na comparação com 2010. Assim, a corrente comercial (exportações + importações) totalizou US$ 25,13 bilhões, 28,67% superior ao movimentado em 2010. O resultado em divisas nas operações bilaterais é visivelmente favorável ao Brasil, registrando um superávit de US$ 5,15 bilhões em 2011.

Segundo a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, a expansão do comércio entre o Brasil e os países árabes deverá continuar em ritmo expressivo também este ano. “As perspectivas para 2012 são otimistas e nossa projeção é de que teremos um aumento de 10% a 15% nos negócios entre brasileiros e árabes”, diz Salim Taufic Schahin, presidente da entidade.

Schahin avalia que, mesmo num cenário de crise global, o otimismo se justifica em razão da força econômica representada pelos 22 países que formam a Liga Árabe. “Em seu conjunto, o bloco árabe fica entre as dez economias mais importantes do mundo.”

Feiras, eventos e missões para diversos países do mundo árabe são algumas das atividades que a Câmara Árabe promove com frequência para fomentar as relações comerciais entre os povos. “Há muitas oportunidades que podem ser exploradas ao longo de 2012 para diversificar ainda mais essa relação comercial, com oportunidades em diversos segmentos da economia”, afirma Michel Alaby, CEO da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.

Construção, alimentos, moda e maquinários estão entre os setores que, segundo Alaby, deverão representar maior potencial de exportação. “Considerando-se a análise das importações per capita, os países árabes compram mais bens dos setores alimentício, construção e moda do que a média mundial, o que permite considerar que estes setores são potenciais nestes mercados”, observa Alaby.

Exportações

Cinco países despontaram como os principais destinos dos produtos brasileiros para o mundo árabe em 2011: Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes, Argélia e Omã. Dos US$ 15,13 bilhões exportados pelo Brasil, a Arábia Saudita respondeu por US$ 3,48 bilhões, uma evolução de 12,19% a mais que o total verificado em 2010. Em seguida vêm o Egito, com US$ 2,62 bilhões (+33,37%), e os Emirados Árabes, com US$ 2,17 bilhões (+16,94%). A Argélia, com US$ 1,50 bilhão, teve um expressivo avanço, de 78,09%, em relação a 2010, expansão superada apenas pelos espantosos 449,59% registrados por Omã, num total de US$ 831,79 milhões.

Por região, os países do Golfo Arábico continuaram a liderar as compras do Brasil, num total de US$ 8,17 bilhões, crescimento de 20,76% na comparação com 2010. Para os países do Norte da África, o total exportado foi de US$ 5,69 bilhões, apresentando um acréscimo de 29,02%. Já os países do Levante importaram US$ 1,27 bilhão do Brasil, uma redução de 1,84% quando comparado com o ano anterior.

As exportações tiveram um crescimento devido principalmente ao desempenho de três produtos: açúcares, com vendas de US$ 4,62 bilhões (+19,81%); minérios, US$ 2,97 bilhões (+34,82%); e cereais, US$ 1,17 bilhão (+96,83%). As carnes, porém, continuam na vice-liderança da pauta de exportações, com vendas totais de US$ 3,55 bilhões (+9,89%), só superadas pelos açúcares.

Importações

As importações brasileiras provindas dos países árabes cresceram 43,36% na comparação com 2010 e a Argélia está no topo dos que mais venderam ao Brasil, com US$ 3,14 bilhões, 32,84% a mais que em 2010. Em seguida vêm a Arábia Saudita, com US$ 3,09 bilhões (+ 50,21%); o Marrocos, com US$ 1,20 bilhão (+ 79,84%); o Iraque, com US$ 898,19 milhões (+ 21,59%); e os Emirados Árabes, com US$ 478,67 milhões (+ 169,87%).

Na análise por região, os países do Golfo Arábico foram os que obtiveram maior crescimento nas exportações para o Brasil (+54,46%), com US$ 4,25 bilhões exportados. No entanto, os países do Norte da África exportaram mais em termos de valor (US$ 4,79 bilhões), com crescimento de 40,06%. Já o Levante, com US$ 946 milhões em exportações para o Brasil, 19,93% a mais que em 2010.

Entre os produtos que o Brasil mais compra dos árabes estão os combustíveis minerais, num total de US$ 8,03 bilhões importados (+39,77%); adubos ou fertilizantes, US$ 1,15 bilhão (+76,02%); sal, enxofre, gesso, cal e cimento, US$ 261,12 milhões (+51,20%); e plásticos e derivados, US$ 176,69 milhões (+ 53,61%).

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