O mercado doméstico de renda fixa registrou no final de 2011 estoque de R$ 3,3 trilhões, contra R$ 3 trilhões em 2010. Desse total, 54% referem-se a títulos públicos (R$ 1,8 trilhão) e o restante, a títulos privados. No período, houve uma melhora no segmento de títulos públicos quanto ao perfil por indexador, com mais de 60% do estoque em ativos prefixados e atrelados a índices de preços. No de títulos privados, porém, 89% dos ativos continuam referenciados a taxas DI de um dia.

O IMA, índice que reflete a carteira dos títulos públicos marcada a mercado, apresentou um retorno de 13,7% em 2011. Já os títulos prefixados de até um ano de prazo (IRF-M 1) registraram um desempenho de 12,6%, enquanto os ativos com vencimentos acima desse período variaram 15,7% (IRF-M 1+). Para os títulos indexados ao IPCA (IMA-B) observou-se uma tendência inversa, decorrente da maior incerteza do quadro inflacionário até setembro/11. A carteira de títulos mais longos, acima de 5 anos, apresentou uma performance de 14,5%, resultado inferior aos mais curtos, de até 5 anos, que registraram variação de 15,7% no período.

Em relação aos títulos privados, o grande destaque em 2011 foi a evolução expressiva do estoque de Letras Financeiras na Cetip (R$149 bilhões em dezembro/11), o que correspondeu a uma taxa de crescimento de 379% no período. Esse ativo, isento de recolhimento compulsório desde dezembro/10, ampliou as alternativas de captação para prazos mais longos do segmento bancário.

Fonte: Abima

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