O emprego formal no comércio varejista da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) em outubro foi 5,1% maior ante igual período de 2010 e registrou 972.933 posições ocupadas, revela a análise da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) referente aos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Em análise separada, o número de admitidos entre os meses de outubro e setembro de 2011, houve acréscimo de apenas 303 vagas – ao saltar de 47.936 de contratados no décimo mês do ano frente aos 47.633, ou seja, o incremento foi de apenas 0,6% e mantém a tendência de arrefecimento frente ao mesmo intervalo de 2010. O comércio varejista na Região Metropolitana de São Paulo demitiu menos funcionários nesse intervalo, ao cair de 44.854 em setembro para 41.929 em outubro.

A Assessoria Técnica da FecomercioSP ressalta que o comportamento vem sendo notado no comércio varejista da RMSP em termos de nível de emprego e pode ser percebido em outras regiões. Nas segmentações Brasil, capital e corte por Estado, os dados apontam crescimento menor em relação ao aferido em 2010, ou seja, o saldo de empregado continua se elevando, mas em proporções cada vez menores.

A tendência de desaceleração constatada no período de março a outubro de 2011 em relação ao ritmo de contratações formais é corroborada pelo recuo de 0,6% na produção industrial do IBGE entre os meses de setembro e outubro do ano passado. Já na comparação com o décimo mês de 2010, a atividade da indústria também assinala retração de 2,2%. Além disso, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), aferido pela FecomercioSP, acusou decréscimos de 1,4 e 2,2% frente a setembro e a outubro de 2010, respectivamente. Entretanto, embora a sinalização de arrefecimento o consumidor paulistano ainda se mantém confiante.

Rotatividade

Em outubro, a parcela de admitidos permaneceu estável em 4,9%, já a de demitidos passou de 4,6% em setembro para 4,3% em outubro. No intervalo, a rotatividade do comércio geral foi de 4,6%, sendo que os segmentos que apresentaram as menores taxas de rotatividade foram: loja de departamentos (3,3%), autopeças e acessórios (3,5%), e eletroeletrônicos e eletrodomésticos (3,9%).

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