Os agricultores familiares do Sul com operações de custeio no Pronaf estão assegurados contra as perdas provocadas pela estiagem que atinge a região. "Temos instrumentos justamente para atuar nestes casos. Todos os agricultores que estão no Pronaf têm direito ao Seguro da Agricultura Familiar (SEAF), que abrange o Sul e todas as regiões do Brasil", explica o secretário da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA), Laudemir Müller.

No Rio Grande do Sul, há 223 mil agricultores familiares com seguro agrícola nesta safra (2011-2012), o valor segurado é de R$ 1,5 bilhão. Até esta quinta-feira (05), foram feitas 12 mil comunicações de perda no estado. "Do universo de 223 mil segurados, foram feitas 12 mil comunicações. Nossos técnicos estão mobilizados. Os agricultores que identificarem perda acima de 30% devem procurar o agente financeiro onde o financiamento foi realizado. Esse agente acionará os técnicos e eles irão até a lavoura para fazer o laudo e identificar o tamanho da perda", destaca Müller.

Nas últimas três semanas, representantes do MDA se reuniram com os agentes financeiros da região Sul , com os técnicos da Emater e da Secretaria de Desenvolvimento Rural para um verdadeiro mutirão que atuará para atender o conjunto da agricultura familiar caso seja necessário. "Neste momento, os técnicos que estão no RS, estão priorizando o atendimento do Seguro da Agricultura Familiar", Müller ressalta. O agricultor indenizado receberá 100% do valor financiado mais uma renda de até R$ 3,5 mil, conforme previsto no SEAF.

Monitoramento de campo


Na segunda semana de janeiro, técnicos da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário farão monitoramento de campo na região Sul, o que inclui visitas às agências locais dos agentes financeiros para coleta de informações, amostragem de processos de contratação do Seguro da Agricultura Familiar (SEAF), análise dos laudos dos peritos e confirmação das informações que constam dos laudos com medição das lavouras e com diálogo com os agricultores, entre outras ações.

Os técnicos irão vistoriar as lavouras para verificar a qualidade dos processos e dos laudos amostrados e medição das lavouras e farão contato com os agricultores para avaliar o conhecimento dos agricultores familiares sobre as normas do SEAF e os indicativos do Zoneamento Agrícola, na busca de informações que permitam reduzir o retrabalho dos peritos e dos bancos e melhorar as normas, se for o caso.

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